Bem vinda, morte!
Eu fui tão tua, que deixei de ser minha.. E tu levaste tudo contigo, todas as memórias passam como uma curta metragem na minha cabeça, uma por uma.. Como uma tortura interminável, e em cada flash de imagem, é como se escorre-se sangue, uma dor inexplicável.. Não cabe no peito.. Eu estou a transbordar.. Só vejo negro há minha volta, sangue por todo lado e eu só consigo chorar por isso... E eu adorava quando chorava alto, não parava e sufocava com o próprio choro.. E agora que o choro não sai? Mas... Mata-me por dentro.. Foste pior que veneno e eu repeti a dose mais que uma vez... Como me salvo? Tenho veneno nas minhas veias. E eu garanto-te que era o melhor veneno, que bebia mais um copo... Mas agora era o meu fim. Gostava de poder fazer um reset a mim, guardar tudo num disco externo e só ir lá quando a saudade já não me tocasse, quando ver fosse indiferente.. Quando não passasse de um filme rasca que nem passa nos cinemas. Com to...